Arquivo | Julho, 2011

O que não tem na Itália: parte I

28 Jul

Vem chegando o verão, o calor no coração, essa magia colorida, coisas da vida“. E com ele as frutas da estação. Diga-se de passagem, maravilhosas.

 

Melão

Cereja

Melância

Mas como não se pode ter tudo, algumas frutas não se encontram nem por decreto do Papa. São elas:

Maracujá 

Mamão

Preciso confessar que o mamão não procurei assim com tanta verocidade, mas o maracujá  meus amigos. Ah, esse foi minuciosamente procurado, caçado, mas nem o CSI Ferrara conseguiu evidência da sua existência em terras macarrônicas.

Fico aqui sofrendo, à espera de um maraculagre!

1 mês de Itália

12 Jul

Dia 8 fiz exatamente um mês de Itália. Estou muito feliz em ter vindo e, para minha surpresa, não tenho sentido tanta saudade de Dublin. Óbvio que sinto falta das crianças e de alguns amigos (poucos porque a maioria já voltou ao Brasil). A vida aqui me lembra a de uma cidadezinha do interior. Quem diria, eu uma paulista, acostumada com a muvuca de cidade grande, apreciando a calma e tranquilidade de uma cidade pequena. A verdade è que a agitação das grandes metropoles nunca me chamou atenção.  Já no Brasil odiava o caos do centro de SP, mas como sempre morei e trabalhei no grande ABC, nao tinha que lidar com o drama diário de muitos paulistanos: tráfico, ônibus e metros lotados.

Ferrara é uma cidade pequena, para se ter uma idéia os jovens se reúnem todas quartas-feiras à noite na praça principal. E nao è como em outros lugares que o pessoal abre a porta dos carros e liga o som no último volume, aqui se vai a pracinha para um sorvete ou uma birra (cerveja em italiano).

A cidade è conhecida como “cidade das bicicletas”. As pessoas utilizam bastante bicicletas, principalmente no centro histórico onde é quase impossível andar de carro e estacionar, uma bike pode se tornar a sua melhor amiga. Eu tenho uma e vou trabalhar com ela, não dá nem 10 minutos pedalando. A minha próxima meta é aprender o caminho para ir ao centro de bike (meio longinho) e assim em dias livres posso dar uma voltinha por lá. Falta um pouco de empolgação pra fazer o percurso pedalando porque com o calor que faz agora eu chegaria toda suada, isso è se conseguisse a façanha de completá-lo.  Força Alessandra! You can do it!

Uma coisa que ainda não me abituei é a faixa de pedestres. Depois de quase 3 anos na Irlanda, onde praticamente toda faixa de pedestre tem um semaforo, e mesmo estando verde os carros pareciam que ao ver o seu pezinho fazendo o primeiro movimento para atravessar aceleravam ainda mais, me custa a acreditar que ao começar atravessar aqui os carros me deixarão passar. Porque na Itália não existe (ou ainda não vi) semaforo em faixa de pedestre. Tem as linhas e (teoricamente) você se joga na rua e o carro te dá passagem. Ai que medo! Confesso que vai levar um tempo ainda para me adaptar. Trauma pós-Dublin!

Minhas amigas brasileiras, não temos Penneys mas temos os chineses. É claro que a variedade nao é alla Penneys, contudo eles oferecem coisas legais a um preço justo. Saionara! Outro lugar onde se pode comprar roupa barata é nos chamados mercados. É como se fosse as nossas feiras no Brasil, mas por aqui o forte dessa feira é a venda de roupas. Você encontra roupa igualzinha aquela da vitrine chique pela metade do preço. O de Ferrara é bom, mas o de Bolonha é ainda melhor.

No verão se tem muito mais opções de entretenimento. Acredito que no inverno deva ser meio boring. Semana passada fui num negócio que se chama “La sagra della piadina”. Piadina é um tipo de sanduíche bem comum na Itália. Esse evento é realizado uma vez por ano, no verão. Você paga 5,00 euros e pode colocar o quiser no seu sanduba. Presunto, queijo, tomate, cebola…etc. Eu peguei um de linguiça com cebola. Bem light!

Tenho falado pouquíssimo português por essas bandas. Só mesmo virtualmente, quando falo com a família e amigos no Brasil. A cidade também nao é rota turistica, então a possibilidade de encontrar brasucas por aqui é bem pequena. Só no trem a caminho de Piacenza ouvi português até agora. A primeira vez eram duas mulheres e, meudeusdocéu, como falavam besteira. Óbvio que não haviam nem idéia que tinha mais alguém no trem que pudesse entender. A outra vez foi engraçado, ouvi alguém cantar e me parecia português, tentei achar a pessoa e eis que vejo um cara com fone de ouvido cantando pagode. Não dava pra confundir: era brasileiro!

Apesar da delícia da culinária italiana, sinto falta de comidinha brasileira. Achei um site que vende produtos da terrinha on-line. Acho que esse findi compro alguma coisa pra testar. Quero comprar suco concentrado de maracujá pra fazer mousse (aqui não se encontra maracujá pra comprar) e um kit feijoada. No kit vem farofa, carne seca, feijão preto e outras iguarias. Esse é meio carinho 17,00 euros, mas tô com vontadinha de testar. Imagina um domingão com feijoada, caipirinha e mousse de maracujá de sobremesa? Perfeito! Enquanto não recebo as iguarias, tento matar o meu desejo indo a um restaurante brasileiro. Se bem que todos que vi até agora (quando fuçava na net) eram churrascarias. E carne por carne, posso comer em casa. Anyway

Fui a praia ontem pela primeira vez desde que cheguei e pude confirmar o que todos dizem, que o mar do norte da Italia nao é grande coisa. O do sul è lindo, posso garantir porque estive lá no verão passado.

Bom, esse foi um resumão desse primeiro mês na Pizzalândia. Volto em breve com mais news.