Arquivo | Setembro, 2010

Pílula da alegria

28 Set

Tenho sofrido ultimamente de uma doença conhecida há séculos: reclamicite aguda. Seus sintomas podem ser facilmente identificados. Mau humor matinal, expressão franzida durante todo o dia, desânimo e, sobretudo, reclamação constante. O seu namorado já não é mais tão carinhoso como antes, o emprego está uma merda, falta de dinheiro. Mas hoje eu acordei e decidi me tratar. Tomei uma injeção de ânimo e ingeri centenas de pílulas de alegria.

Sábio não é aquele que é feliz porque tem tudo que deseja, mas sim aquele que é feliz com tudo que tem!

 PS: Tratamento sem nenhuma contra-indicação!

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Have you been dreaming lately?

24 Set

 

When I was a child I wanted to be a teacher, dancer, singer, actress etc. I wanted to be so many things. And in the innocence of my nine, ten years old, I believed I could be all that and more. And this was magical! No, I did not have to worry about paying bills, having a career, getting a car, buying a house, paying a pension plan. All this was on account of my parents. All these concerns consumed them, not me. To me was given the best part: dreaming… 

On my teens I dreamed about being a successful business woman, having a big family: 3 children! I could even imagine how the Sunday mornings would be. Everybody on the table having breakfast, all the children talking at the same time, I would be trying to do scramble eggs, my husband trying to read the newspaper. Why all this “trying”? Because the kids are so loud!

My husband? A handsome man coming from work in his very elegant suit and rushing to have a shower in order to have dinner with his family. I’m not a big fan of pyjamas. So in my dreams he wears a grey boxer with a white t-shirt. Ai ai ai…. 

I grew up and left the “perfect fantasy family” aside for a while. After college I started thinking about living abroad. I had to see the world through (with) my eyes. I thought of living in Spain, Italy, France but for my surprise I ended up in a small island around 9.300 kilometers far away from Brazil. And since 2008 is where I’ve been dreaming living.

 But I’m someone who is never satisfied, I like to be challenged. I like the new, the anxiety of do not know what is going to happen next. And now I have new dreams. It is time to move on. I don’t know how yet but I will find out soon!

Yes, I assume, I am a dreamaholic and I will always be! 

Quero ser aupair na Irlanda. Como eu faço?

16 Set

Bom, não há nenhuma legislação específica para aupair aqui na Irlanda. Portanto, os interessados deverão obter o visto de estudante. Durante o curso a carga de trabalho não pode ser superior a 20 horas por semana. É importante lembrar que o visto é obtido aqui e que a imigração poderá recusar a entrada caso não acredite que você está entrando no país apenas como estudante ou que você pretende trabalhar em tempo integral.

 Pré-requisitos para obtenção do visto: 

1-      Matrícula em uma escola devidamente registrada no ministério da educação

2-      Seguro saúde (aconselhável)

3-      Acomodação para pelo menos 1 semana (aconselhável)

4-      Passagem aérea de ida-volta

5-      1.000,00 Euros (Eu aconselho a não trazer tudo em cash. Eu trouxe cerca de 300,00 euros em dinheiro e o restante em traveller cheques).

E… Welcome to Iceland!!!

Existem muitas agências no Brasil que vendem programas de estudo para a Irlanda, entre elas a www.gotolondon.net. Não estou ganhando nada com o merchan (até deveria). O processo é feito todo on-line, uma vez que a sede é em MG. A agência tem uma equipe bacana de atendimento e ótimos preços.

 Já tenho tudo pronto para entrar na Irlanda como estudante e agora?

 Agora é só procurar uma família! Algumas pessoas conseguem já desembarcar com uma família arranjada, o que é uma maravilha. Mas caso não consiga, não precisa se desesperar. Aupair é um dos empregos mais fáceis de se conseguir por aqui. Quase toda família na qual os pais trabalham fora tem uma.

 O salário fica em média entre 100,00 e 140,00 euros por semana. Olhando assim parece pouco, mas vale lembrar que você não terá que pagar aluguel – cerca de 300,00 por mês- nem contas como eletricidade ou despesas com alimentação.

 O trabalho tem suas vantagens e desvantagens. A maior desvantagem, na minha opinião, é o fato de não poder receber amigos em casa, fazer festas, ouvir música no volume máximo do seu micro system (ainda existe isso?).

A melhor coisa é o fato de estar morando com nativos. Você é obrigado a falar o tempo todo. E, se você puder escolher, sempre escolha crianças com mais de 5 anos de idade. Elas têm tendência de falar pelos cotovelos, o que é ótimo!

 Tem um site gratuito www.aupairworld.net , onde você pode se cadastrar e começar a procurar famílias mesmo antes de vir. É óbvio que muitas famílias vão preferir fazer uma entrevista pessoalmente, mas com toda a modernidade de hoje, nada que uma chamada com vídeo no skype não resolva. E a idéia deste site é justamente permitir o contato entre aupair e família de diferentes países.

 Por hoje é só pessoal!

Dúvidas, reclamações e sugestões são sempre bem vindas. Elogios então nem se fala.

They grow up so fast!!!

8 Set

O ano escolar na Europa começa em setembro (outuno) e vai até junho (primavera), o que permite que as crianças tenham os meses de férias durante o verão: de julho até o final de agosto.

Com a volta às aulas, minha vida de “mommy-pair” está a todo vapor novamente. A minCathal e Roisin, meus pimpolhinhosha pequenininha, Roisin, tem 7 anos (ela completa 8 esta semana) e está na terceira série. Esta semana fui deixá-la na escola e fiquei esperando o meu habitual beijo, abraço e “luv u”. Eis que ela simplesmente vira as costas e diz “bye, Ale”. E eu “What? What? Come here. Give me a hug. Love you. Have a good day!” Fiquei chocada! Como assim? Agora eu tenho que pedir abraço e ela nem diz mais que me ama toda hora? Acho que consegui sentir um pouco o que as mães sentem quando os filhos crescem. Parece que eles não precisam mais da gente. Sei que isso é natural e faz parte do processo de desenvolvimento da criança em um adulto, mas com 7 anos? Só um pouquinho. Não estou preparada!

Entre os porquês e why’s do blog

6 Set

Tenho sentido uma vontade incontrolável de falar. Necessidade de compartilhar o que penso, sinto e descubro. Foi então que me veio a idéia de criar um blog. Cada vez mais tenho questionado se toda essa “internetização” é benéfica. Sim, tenho Orkut, gmail, MSN, skype, facebook e cheguei a criar uma conta no twitter, mas, depois de algum tempo, vi que não tinha saco pra ficar entrando em todos estes sites. Praticamente abandonei o Orkut e nunca postei uma só linha no meu twitter. Comecei a perceber quanto tempo perdemos em frente ao computador e decidi fazer melhor uso do meu tempo livre estudando, lendo, ouvindo música. Admito que ainda uso mais internet do que gostaria e, principalmente, deveria. Uma vez dito tudo isso, não há muita lógica em querer criar um blog, há? Eu aqui com todo este papo de que passamos muito tempo na internet, que já nem acesso as quinhentas mil redes sociais das quais faço parte. Bom, não tem mesmo. Mas preciso deixar registrado em algum lugar a minha história e, além disso, quem “escreve” seus males espanta! 

Minha cabeça tem andado a milhão e acredito que nos meus quase 29 anos de vida meu cérebro nunca tenha trabalhado tanto. É uma ânsia de aprender tudo. Isso tudo começou quando decidi aprender italiano. Confesso que sempre morri de inveja de pessoas autodidatas. Não conseguia entender como alguém podia aprender sozinho, sem um professor, sem aquele padrão de aprendizado que temos: sala de aula – professor – aluno. Comecei a procurar sites onde pudesse estudar (de graça) – listarei alguns depois – e me mandei para a biblioteca para pegar alguns livros e ver se com sorte também acharia livros com áudio. Eis que voltei de lá com um “Italian verb handbook”, “Italian in three months” e “How to teach English”. O que este último tem a ver com o meu surto pela língua italiana? Nada! Em toda essa minha crise existencial, digamos assim, comecei a me dar conta de coisas que gosto e pasmem: tenho sentido vontade de dar aula. Daí a idéia de ler este livro.

 Entre as quinhentas mil coisas que li nestes últimos dias algumas me chamaram a atenção. Primeiro que após estudos recentes, a universidade de Londres (se não estou enganada, infelizmente não salvei o link em que li este artigo) descobriu que pessoas que aprendem uma segunda língua ainda jovem têm a massa cinzenta do cérebro maior. A minha não deve ser lá muito grande, pois só fiquei fluente em inglês recentemente. Segundo, a motivação é um dos fatores mais importantes para o aprendizado. Ok, muita gente vai dizer que isso não é novidade, mas “that’s so true”. Trazendo o meu simples mortal exemplo, levei anos-luz para aprender inglês mesmo tendo me formado em Letras e sempre tendo feito cursinhos em escolas particulares. Sempre gostei de inglês e de estudar. Então porque levei tanto tempo pra aprender? Simplesmente não tinha a motivação necessária. Eu decidi que quero falar italiano no máximo em seis meses. E mais do que fazer isso pelo meu namorado, é por mim mesma, até porque com ele falo em inglês. Quero poder ser capaz de me expressar quando estiver lá. Apesar de entender bem, ainda não falo praticamente nada. Voltando ao ponto, a motivação é o que vai fazer você alcançar seus objetivos mais rapidamente.

 Além disso uma outra coisa tem me feito pensar. Por que mesmo estudando a mesma quantidade de horas algumas pessoas aprendem mais rápido do que as outras? Por que algumas pessoas têm tanta facilidade em aprender línguas e outras não? Deve ter uma explicação científica e bem lógica. Esta será a minha próxima “pesquisa de campo”.

 Tenho estudado diariamente. A única coisa que trava um pouco é que os livros que tenho são de inglês para italiano. Então aprendo uma terceira língua com base em uma segunda. Até hoje me confundo com as preposições da vida: at, on, in, of, etc. Imagina pensar nelas em inglês e só daí entender como elas funcionam em italiano? Meio complicado mas… “I can do it”.

O meu método de estudo consta de vocabulário – diariamente -, listening – ouço música e vejo seriados -, writing – tento falar com os nativos que conheço só em italiano e por último, mas não menos importante, Grammar – um pouco de estruturas: verbos, preposições blá blá blá.

 Na minha busca por sites para aprender italiano encontrei alguns para a língua inglesa que são fantásticos e, melhor, gratuitos:

 www.englishcentral.com – neste site você encontra vídeos com temas interessantes. Você pode gravar a sua voz e ver como anda a sua pronúncia. O site dá até uma pontuação.

 www.englishexperts.com.br – um site bem bacana com dicas de inglês. 

www.busuu.com – para aqueles que já conhecem o “mocha”, este site é bem parecido. As aulas são estruturadas em vocabulário, diálogo, conversação (é um chat on-line no qual você pode falar com nativos) e revisão. O curso é dividido em níveis que vai do básico até o avançado. Têm várias línguas disponíveis: inglês, italiano, espanhol, francês, alemão etc.

 Espero ter prestado informações úteis para todos aqueles que estudam (ou pensam em estudar) por conta própria.

 No próximo post escreverei um pouco sobre a minha vida de aupair. 

That’s all folks!!!

A dopo ragazzi!

Hasta luego!

Fui…